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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Saudade dói.

E eu já sinto falta de te ligar quando estou perto da tua casa. Já sinto saudades de te chamar pra fazer sempre as mesmas coisas. Já faz falta te ligar dizendo que estou aperriada e perguntando se você não quer desestressar. Tua ausência já se faz presente e você nem partiu.

Vou sentir falta de todas as risadas, dos abusos, das idas a McDonald’s. Vou sentir falta das tuas revistas e de você me chamando de mulher melancia. Vou sentir falta até do teu telefone tocando no meio das nossas conversas. “Ô, Ana, tu não quer passar aqui pra gente fazer aquele programa inédito?”, ah, como vai fazer falta.

Foi tão pouco tempo, mas o laço criado vai deixar marcas. Foi pouco tempo mas durou o suficiente pra eu te amar e pra você me fazer falta. Acho tão lindo quando você me chama de princesa e diz que adora essas nossas conversas que não dão em lugar nenhum. Sinto saudade até das cervejas que não tomamos e da praia que só fomos uma vez.

Muita coisa você vai deixar guardada aqui comigo, das blusas que você me deu às vezes que você me acompanhou na coca-cola. E sempre que eu abrir um refrigerante numa festa, vou lembrar de você me dizendo: “Mas é fresca! Toma uma cerveja, porra!”. Saudade dói, sabia? E a gente nem tem muitas fotos pra ficar de recordação.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A princesa e o dragão.


Num reino muito distante, uma princesinha morava no alto da torre de um castelo. Quando olhava pela pequena janela, tudo o que via era uma bela paisagem e um dragão. Bicho esse que era grande e muito feroz. Cuspia fogo em sua direção quando estava com raiva, quando a princesinha chorava na janela ou quando ela achava que tinha conseguido força suficiente para derrotá-lo.

Essa princesinha era linda, diferente das princesinhas dos outros contos. Morena, cabelos cacheados, olhos negros e usava óculos. Seu sorriso era composto de dentes enormes, tinha um brilho ofuscante no olhar e quando dançava, o mundo girava ao seu redor. Tinha se tornado ainda mais bonita desde que o dragão a aprisionara, tinha emagrecido e passado a se cuidar mais. Princesas sempre são lindas apesar da tristeza que carregam com elas...

O dragão tinha lhe posto um feitiço, ela podia sair da torre e do castelo, mas o dragão lhe acompanharia. Ele era traiçoeiro, as vezes fingia ter desaparecido para que a princesa se sentisse livre, mas no primeiro deslize da mocinha ele voltava a cuspir fogo, esbravejar e machucava a coitada tomado pela raiva. O dragão não era bobo e a princesinha, de forte, só tinha a vontade de ser feliz.

Vários príncipes, caçadores e camponeses tentavam matar o terrível dragão, mas a cada tentativa ele ganhava mais força, mais alto ficava seu rugido e mais quentes as suas chamas. Por mais que fizessem, o dragão simplesmente não morria e nem parava de ganhar forças. A bela princesa sabia que só duas pessoas podiam domar aquele monstro terrível, e uma delas, era ela mesma. A outra pessoa capaz de tal feito era um príncipe de um reino não muito distante, mas que carregava consigo uma grande mágoa da princesinha. Ela já havia feito de tudo, tanto para tentar acabar com o dragão, quanto para que o príncipe a perdoasse. Ela sabia que ele também era falho e o desculpava por isso, ela o perdoava sempre, por que sabia que ninguém no mundo era perfeito.

E se um dia você encontrar com essa princesinha, vai saber o motivo de tanta força, tanta vontade e tanto amor. Você vai entender porque esse conto não tem fim. Vai entender que não é julgando ou criticando que a gente faz com que alguém se acerte, mas amando e mostrando novos caminhos. Ah! E sobre o dragão, o nome dele era saudade...

"Eu tentei mas não deu pra ficar
Sem você enjoei de esperar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir seu lugar

É muito pouco,
Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
Me deixa louca
É só beijar tua boca que eu me arrepio,
Arrepio, arrepio

E o pior
É que você não sabe que eu
Sempre te amei
Pra falar a verdade eu também
Nem sei
Quantas vezes eu sonhei juntar
Teu corpo, meu corpo
Num corpo só"
Maria Rita - Num corpo só

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quando o amor não foi embora, mas o amado já...



Vem a saudade, aperta o peito, sufoca a alma. Quando a dor emocional se transforma também em dor física. A angústia se encarrega de piorar ainda mais a situação, martela na cabeça, rouba um pedaço da alma e enterra o dedo melado de sal na ferida exposta. Você se surpreende por ainda estar vivo. Já dizia Rubem Alves, a saudade é a nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar.
Não tem lágrima que amenize, grito mudo que expresse, multidão que acompanhe. É como um buraco negro que vai corroendo tudo dentro de você. Todos estão lá te dizendo palavras de consolo, mas ninguém faz idéia do tamanho da sua dor. Só sabe de uma dificuldade, quem passa por ela, lembra?
E eu posso dizer com propriedade no assunto, que isso também passa. No final, só vai restar a lembrança da dor e a vontade de nunca mais passar por isso novamente. Você não vai deixar de sentir falta, mas você aprende a conviver com a cicatriz. Os momentos bons vão servir de consolo sempre e você vai voltar a viver no presente.
Saudade é considerada uma das palavras mais difíceis de traduzir e a melhor tradução que eu já vi até hoje é de que “saudade é o amor que fica”. O nosso passado constrói aquilo que somos hoje. Nos momentos de crise você vai se moldando pra não sofrer novamente. Como diz um amigo, problemas são oportunidades disfarçadas, e você só se toca disso depois que passa. O passado foi muito bom? Foi. Mas passou... Quem sabe ele não volta? O que tiver que ser, será, mesmo que você não queira.

“But when i look out in the rain
I think about the past
I want it again
I think about tha way you feel
Inside, i start losing my mind
I'm losing my mind
Thres not formulates plans
Theres no way and theres no chance
-its been too long-
And its all back behind me”
Losing my mind – S.O.J.A.